Ontem eu queria falar sobre oportunidades e perdas, hoje eu gostaria de falar de trocas e recomeços
E vejo como a cada dia o ciclo se renova, e como deve ser esquisito ser alguém linear
Toda inconstância afeta de dentro pra fora, de fora pra dentro
Ou apenas a primeira opção, já que a segunda é uma consequência da primeira
Inconstantes gostam de inconstância, e os lineares gostam de quê?
Será que eles lá veem (agora sem acento) o lado de cá aborrecido como eu vejo o de lá?
Meu Eu de hoje sente um misto de medo, paixão, inércia(?), dúvidas, certezas e contradições
Falar em contradição acho que é redundante
Intrínseco aos inconstantes
Hoje é o dia que eu gostaria apenas de parar e ficar apenas assistindo a tudo, contemplando
Apenas tentando entender tudo
Tentando, porque não é um bom dia para respostas
A única certeza é não querer chegar ao lugar comum
De sempre, não de todos
O único sentimento constante, que não é uma certeza, mas sem dúvida é uma felicidade
Que eu gostaria de sentir naqueles outros dias, os maus e os bons
Já que o hoje é neutro
E não é de felicidade que eu gostaria de falar
Deixa estar, só pulsando aqui dentro
São trocas e recomeços
Porque venho me questionando sobre a intensidade disso tudo
Mas sei que existem acertos, pois eu não aceitaria a possibilidade apenas dos erros
E chego a conclusão que existem forças às vezes invisíveis aos nossos olhos
Que estão sempre presentes no nosso caminho
Mas hoje não há respostas
Apenas o óbvio querendo tomar conta das minhas palavras
E uma suposta constância de se falar sempre da mesma coisa
A Bela Entorpecida
Wednesday, March 11, 2009
Saturday, December 08, 2007
entre o céu e a terra
Ele se veste de céu e me coloca nas nuvens
Quando se aproxima é quando mais temo
Então eu fujo, e procuro manter-me só dele nos meus pensamentos diários
Ele se veste de céu, me aquece e derrete
Deixa minhas sensações fluidas
Na volta pro meu mundo
Onde o vento risca meu rosto
Quando ao meu lado, pego seu cheiro no ar
E minha vontade, essa já não há pra onde crescer
Bate, treme, pulsa
Eu juro, já não fujo mais
Já não consigo
Quando se aproxima é quando mais temo
Então eu fujo, e procuro manter-me só dele nos meus pensamentos diários
Ele se veste de céu, me aquece e derrete
Deixa minhas sensações fluidas
Na volta pro meu mundo
Onde o vento risca meu rosto
Quando ao meu lado, pego seu cheiro no ar
E minha vontade, essa já não há pra onde crescer
Bate, treme, pulsa
Eu juro, já não fujo mais
Já não consigo
Thursday, October 11, 2007
Lá no fim: o início!
Já faz quase um ano
Que te fiz aquela canção
Sussurrei teu nome nas entrelinhas
E esmiucei uma vontade que só viria a crescer
De tantos caminhos que por aqui passaram
Tuas pegadas continuam num pesado baixo relevo
Mudei de direção várias vezes
E sempre me deparo com você lá
Suas pegadas
Não vou esquecer nunca
Como poderia?
O tempo, a nosso tempo
É só um intervalo
De passagens que intensificam meu querer-te
Retifico, repito
Ando a passos lentos
Firmando cada pegada
Esperando o momento de pisarmos o mesmo chão
Que te fiz aquela canção
Sussurrei teu nome nas entrelinhas
E esmiucei uma vontade que só viria a crescer
De tantos caminhos que por aqui passaram
Tuas pegadas continuam num pesado baixo relevo
Mudei de direção várias vezes
E sempre me deparo com você lá
Suas pegadas
Não vou esquecer nunca
Como poderia?
O tempo, a nosso tempo
É só um intervalo
De passagens que intensificam meu querer-te
Retifico, repito
Ando a passos lentos
Firmando cada pegada
Esperando o momento de pisarmos o mesmo chão
Wednesday, September 12, 2007
open/closer
Eu o coloco em minhas mãos
E moldo sua matéria intocável
Acrescento um dia
Podo num outro
E mais corto do que construo
Ainda é preciso mais calos nas mãos
Pra fazer a forma perfeita
Uma arte em construção
Entre cores vibrantes
E duros preto e branco
A euforia em tons de vinho
As mãos desatinam
E não moldam mais, agora escrevem
Com uma mistura de suor e licor
E marcam em letras garrafais:
Desejo
E moldo sua matéria intocável
Acrescento um dia
Podo num outro
E mais corto do que construo
Ainda é preciso mais calos nas mãos
Pra fazer a forma perfeita
Uma arte em construção
Entre cores vibrantes
E duros preto e branco
A euforia em tons de vinho
As mãos desatinam
E não moldam mais, agora escrevem
Com uma mistura de suor e licor
E marcam em letras garrafais:
Desejo
Sunday, August 26, 2007
É preciso, é necessário, fazer agora o caminho inverso. O tempo de se jogar passou, não resolveu, manchou tudo de cinza e vazio.
É preciso descobrir onde as grades da prisão foram colocadas
Como fazer pra se libertar, mas tendo que cair pra dentro?
Porquê será que ninguém tem o néctar?
Não se pode colocar nos outros a culpa pelo amargo dos relacionamentos furtivos
Culpados somos nós
Que queremos e conseguimos nos ver como um pedaço de carne
Mas e essa inconstância? Confunde tudo
A gente se poda, por um orgasmo. Orgasmo??
Porque querer tão pouco?
Goza, pára, volta tudo. Cai pra dentro, e cai sem chão, sem fim...
É preciso descobrir onde as grades da prisão foram colocadas
Como fazer pra se libertar, mas tendo que cair pra dentro?
Porquê será que ninguém tem o néctar?
Não se pode colocar nos outros a culpa pelo amargo dos relacionamentos furtivos
Culpados somos nós
Que queremos e conseguimos nos ver como um pedaço de carne
Mas e essa inconstância? Confunde tudo
A gente se poda, por um orgasmo. Orgasmo??
Porque querer tão pouco?
Goza, pára, volta tudo. Cai pra dentro, e cai sem chão, sem fim...
Friday, August 17, 2007
Ousei desacreditar. Mas o rumo mágico, dos encontros da vida, me colocou diante de anjos. Sim, anjos que me puxaram de volta à esperança. Ele fala de esperança e de felicidade como quem sente aquela magia quando penso no amor que inunda todas as coisas belas que estão ao nosso redor, é a paz de espírito que preenche, que faz nosso peito gritar em silêncio. É a menina, que ainda criança, já parece sentir a dor da injustiça, mas que transforma isso em luz, vontade de mudar, vontade de lutar. Isso me impulsionou de uma forma, me trouxe de volta a vida, a mim mesma. Quando a gente encontra anjos pelo caminho, eles nos trazem de volta ao lugar de onde nunca devemos sair. Encontros mágicos. E estamos aqui pra isso, pra trocar, pra adicionar, pra sermos mais, cada vez mais, e cada experiência nos traz uma carga nova, e, mesmo que ruim, podemos evoluir com ela, nos conhecer melhor. E esses dias, em que acordamos achando que está tudo tão igual, é mais uma oportunidade de aprendermos a ser melhor e a fazer nossa felicidade, do nosso jeito. Com a luz, com o amor, com a paz, com a energia, de todas as coisas que deveriam estar sempre na nossa alma.
Sunday, July 15, 2007
Onde terminou o ontem e começou o amanhã?
Essa divisão dos dias não anda tão clara
O barulho da música ainda ecoa nos ouvidos
Mas o calor da bebida se foi
O desejo que pairava no ar se entranhou na cabeça
Criando as cenas dos corpos se tocando
Não era a bebida que esquentava o sangue
Era o impulso pelo novo
A música pára
Continua tudo numa velocidade frenética
Sem suor, álcool ou corpos expostos
A alma absorve todas as pulsações do ambiente
E nem o sono trouxe a calma necessária
Esquenta o sangue
Foge daqui de dentro
Esfria a alma
O dia de 48 horas não tem fim
Daqui a pouco os olhos encaram o mundo paralelo
Para despertar para um dia de apenas 24 horas
Essa divisão dos dias não anda tão clara
O barulho da música ainda ecoa nos ouvidos
Mas o calor da bebida se foi
O desejo que pairava no ar se entranhou na cabeça
Criando as cenas dos corpos se tocando
Não era a bebida que esquentava o sangue
Era o impulso pelo novo
A música pára
Continua tudo numa velocidade frenética
Sem suor, álcool ou corpos expostos
A alma absorve todas as pulsações do ambiente
E nem o sono trouxe a calma necessária
Esquenta o sangue
Foge daqui de dentro
Esfria a alma
O dia de 48 horas não tem fim
Daqui a pouco os olhos encaram o mundo paralelo
Para despertar para um dia de apenas 24 horas
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