Eu o coloco em minhas mãos
E moldo sua matéria intocável
Acrescento um dia
Podo num outro
E mais corto do que construo
Ainda é preciso mais calos nas mãos
Pra fazer a forma perfeita
Uma arte em construção
Entre cores vibrantes
E duros preto e branco
A euforia em tons de vinho
As mãos desatinam
E não moldam mais, agora escrevem
Com uma mistura de suor e licor
E marcam em letras garrafais:
Desejo