Tuesday, October 24, 2006

condução de energia

Parada
Contempo por alguns segundos
E mergulho bruscamente naquele templo líquido que me envolve por todos os lados
Como se nesse gesto pudesse deixar tudo para trás e me jogar em outra dimensão
Não poder respirar é como um fôlego novo
Nada impuro me alcança
Me movimento suavemente, um solo para mim mesma
O frio massageia e refresca minha mente
A liberdade me excita, posso voar pra tão longe
Talvez fosse a cura para meu corpo enfermo hoje
Mas violaram a beleza da solidão do meu refúgio
Não há espaço pra mais ninguém além de mim
Preciso me perder sozinha
Pra me encontrar novamente
Para sair extasiada com os resquícios da minha eterna busca
Por algo que ainda não sei o quê